The Vampire Diaries: 10 motivos para ver e amar



Por muito tempo me mantive em silêncio. Mas vocês precisam saber: The Vampire Diaries vale cada minuto assistido!

Honestamente falando, ao contrário de muita gente, não tive tempo de desenvolver nenhum preconceito com a série. Nunca me falaram para assistir, então sequer conhecia ou sabia do que se tratava. O mais perto que eu chegava de uma trama sobre vampiros era através de True Blood, que só vejo porque passa durante as férias da maioria das outras que acompanho. Ainda assim, estou muito perto de abandoná-la, pois não sei se consigo suportar sequer mais meia temporada da Tara destruindo cada cena em que aparece com seus dramas e voz chorosa. Sério, não tem mais Alcide que compense o esforço.

Muita gente imediatamente aciona do dispositivo da repulsa à menor menção da palavra "vampiros". Compreensível. Eu mesma ficaria muito cética em relação a TVD se a série não me tivesse sido muito bem recomendada por alguém de confiança. Há ainda o fator The CW, que em nada ajuda a credibilidade do conjunto da obra. Entre outras coisas, o canal é responsável por títulos nada atrativos como Gossip Girl e Pretty Little Liars. Basicamente, séries horrendas, de enredos bobos, com apelo adolescente-feminino (ô nicho...), estreladas por atores de desempenho duvidoso. (Não é preconceito, mas conhecimento de causa. Acompanhei GG até o início da 3ª temporada e continuo insistindo com PLL Sabe-Deus-Por-Quê. É a próxima a fazer companhia a GG no limbo de séries abandonadas por mim.)

Mas você continua aqui e confia em mim (e acredito que você leve minha opinião minimamente em consideração, afinal está lendo isto). Então quero listar alguns dos motivos por que você deve momentaneamente abrir seu coração a novas experiências, passar pelos primeiros 5 episódios (que são mais fracos, reconheço) e deixar a mente livre dos traumas causados pelo fenômeno Crepúsculo ao redor do globo terrestre. E, já que falamos no livro da tia Meyer, vamos ao primeiro motivo pelo qual você deveria dar uma chance a TVD:


1. The Vampire Diaries NÃO é Crepúsculo. Acha pouco? Pois eu considero suficiente saber que não vou precisar suportar aquele draminha narrado em primeira pessoa pela Bella, ouriçada pelo corpo branco, gélido e glitterizado do Edward. Não sei quanto a vocês, mas, na minha opinião, isso é determinante. Este item, sozinho, já é um pacote de vantagens.

2. Tem enredo além de vampiros e triângulos amorosos. Porque eu acho muito simples criar um romance protagonizado por personagens sobrenaturais só pelo shock value e não dar a essa condição nenhuma utilidade. Concordo que o romance ainda é importantíssimo (afinal, ainda estamos falando de uma série teen da CW), mas não é só disso que se trata. TVD tem uma mitologia muito bem construída, que não subestima o espectador escondendo-se sob o escudo da desculpa 'é apenas entretenimento'. A tramas são bem amarradas, usam o recurso de flashbacks e, para cada coisa revelada, mais perguntas começam a surgir (e isso não inclui "por que eu ainda vejo isso?").

3. A série é melhor que os livros. Sim, TVD é baseado em uma série de livros de autoria de L. J. Smith, que escreve muito mal, diga-se de passagem. Admiro quem leu aquele monte de bobagem e viu naquilo algum potencial. Não é muito superior a Crepúsculo, mas pelo menos foi escrito antes da chata da Bella pensar em existir. Não sei como dona Smith ainda não processou tia Meyer, porque as semelhanças – inclusive qualitativas – são absurdas. A protagonista é um projeto de vadia, o mocinho é tão interessante quando o Edward etc. A série televisiva consegue consertar o que há de ruim e usa basicamente apenas o esqueleto das tramas. Ufa, né?

4. Velocidade de desenvolvimento das tramas. Acho que este é o maior trunfo de TVD. Se surgir algum mistério em determinado momento, pode saber que você não vai precisar assistir a 6 temporadas para desembocar num túnel de luz protegido por uma rolha. Dali 3 ou 4 episódios, no máximo, as coisas farão sentido. Sério, o ritmo é frenético. Não é raro que TVD recompense os fãs com episódios que parecem um season finale. De repente, aquilo que parecia ser o plot mais importante apresentado na série até o momento é substituído pelo próximo, o vilão poderoso não é mais tão poderoso e coisas essenciais revelam-se ferramentas de distração para algo muito maior. Bate sempre aquele desespero do tipo "o que esses produtores vão fazer agora, depois dessa bomba? Acabou a temporada aí, não tem como ser melhor". Mas sempre tem, yey!

5. Morre até quem já morreu. Isso é muito divertido. Se, por um lado, aquele personagem carismático ou com potencial de mudar todos os acontecimentos não sobrevive o suficiente para dizer Dear Diary, por outro, o mesmo acontece com gente muito chata. Nenhuma preocupação é necessária - aguenta mais um pouco aí que logo, logo alguém dá um jeito de acabar com o indivíduo. Vale decapitação, empalamento, arrancar o coração com a mão. Nada de métodos tradicionais como armas de fogo ou facas. Estilo é tudo.

6. Festas! Desde The O.C. eu não acompanho uma série com tantas festas. Para uma cidade pequena como Mystic Falls, a galera tem bastante para comemorar. Mas é tudo justificado: as chances de acontecer merda e alguém morrer são multiplicadas exponencialmente em cada uma dessas festas. Os cidadãos precisam delas, portanto.

7. Kevin Williamson feat. Julie Plec. Já ouviu falar em Dawson’s Creek, Pânico e Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado? Pois bem, tudo isso consta no currículo do senhor Williamson, que produz TVD. Julie Plec, que escreve a série ao lado de Kevin, também trabalhou com ele na série Pânico. E qualquer pessoa que tenha acompanhado as obras do tio Kevin sabe que ele tem um fraco por triângulos amorosos (Joey, Dawson e Pacey não me deixam mentir) e filmes de terror. Então, naturalmente, TVD consegue reunir todos esses elementos, sendo muito suave em alguns momentos e criando atmosferas de suspense regadas a muito sangue em outros. Tem como isso dar errado? Tem, não.

8. Trilha sonora. Conheci Foster The People, Andrew Belle e Ross Copperman graças à trilha de TVD. Só o episódio piloto tem Katy Perry, Placebo, MGMT, OneRepublic, tudo junto. Toda a trilha da série é escolhida com muito carinho, e isso é perceptível pelos comentários dos próprios Kevin e Julie quando ambos falam sobre sua cria (nos extras dos DVDs sempre rola um "I looooove this song"). Assim como o universo em que vivem os personagens de Mystic Falls, as músicas também reproduzem o mundo em que os jovens vivem hoje. O que eles escutam não é muito diferente do que você leva no seu MP3 player. I just came to say hello! Tuntz, tuntz, tuntz ♪

9. Família Original. Não vou me alongar muito nisso, porque, caso você ainda não acompanhe a série, qualquer coisa que eu fale aqui sobre os Originais é spoiler. Mas resumindo: uma família IN.TEI.RA de vampiros com uma quantidade de problemas em que nem Regina Volpato daria jeito. Guarde esses nomes: Klaus, Elijah, Rebekah, Mikael, Esther, Kol e Finn. Vai na minha, assiste isso logo!

10. Poder amar e odiar a mesma atriz. É inevitável, goste você de protagonistas boazinhas ou antagonistas bitches. Nina Dobrev atua como Elena, a mocinha, e Katherine, uma vampira bandida. É incrível como normalmente as pessoas se esquecem de que se trata da mesma atriz quando falam de Elena e Katherine. E o fato das duas serem iguais (afinal, são interpretadas pela mesma atriz, dã) não é nada gratuito. Você vai ver... Já não mandei assistir isso?

Vilões (sugestão dos colaboradores): TVD tem os ótimos vilões, que se alternam para ver quem ferra mais com a vida da pobre Elena, começando por Damon e terminando na família de Originais. Em TVD, o vilão de hoje pode ser a vítima de amanhã, e depois de amanhã o vilão de antes de ontem pode ter que se aliar com o vilão de ontem para derrotar o vilão de hoje, que certamente terá outro para caçá-lo nos próximos dias. Parece poema do Carlos Drummond de Andrade, mas this... is The Vampire Diaries!

BÔNUS
Se ainda não fui capaz de convencer ninguém, olha o elenco:


Espero ter sido clara (já terminou de baixar a primeira temporada?).

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